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EDIÇÃO
ESPECIAL DE MAIO - 2004 - Ano 2 - Número 02
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Jornal
Amhesp: Como surgiu a idéia da produção de um filme
/documentário sobre a vida de Hahnemann?
Maria Mercedes: Estávamos numa reunião no Instituto Lamasson assistindo a uma fita de uns quatro minutos sobre Hahnemann, notei que era uma fita produzida com precariedade em tecnologia, então disse ao Dr Izao que poderíamos produzir um documentário sobre a vida de Hahnemann e ele achou uma ótima idéia. Assim, em dois meses, programou nossa viagem para Alemanha, elaborou um roteiro com a finalidade de fazermos uma pesquisa histórica nos museus e em cada uma das |
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cidades em que
Hahnemann morou, assim como sobre o que ele havia feito em cada uma delas.
Visitamos vinte e nove cidades da Alemanha, chegando a visitar quatro em um
só dia. Num museu em Stuttgart tivemos acesso a todas as edições
do Organon, com exceção da última,além de outros
livros e documentos e os receituários onde, em alguns trechos, constava
a letra de Mélanie . Jornal Amhesp: Como foi coletar o material necessário à produção deste documentário? Maria Mercedes:
Bom, já tinha em m havia morado, estudado e o que havia realizado em
cada uma das cidades por ãos um roteiro preparado pelo Dr. Izao sobre
Hahnemann, ondeonde passou e/ou morou.Assim filmei e fotografei os locais
que lembravam a época em que Hahnemann viveu; as casas onde morou,
as ruas pelas quais passou, as igrejas que freqüentou, as praças,
os hospitais em que trabalhou foram filmados inteirinhos por dentro, por fora,
quintal e tudo; mesmo que fosse apenas uma plaquinha a lembrá-lo nós
filmávamos, enfim, foram mil e quinhentas horas de filme registrando
tudo o que havia a respeito dele. Desse modo, viajamos por vinte e nove cidades
na Alemanha, terminando as filmagens em Paris, filmando as duas casas em que
ele residiu, as fachadas, as ruas e por fim o cemitério PÈRE
LACHAISE,onde ele está enterrado juntamente com Mélanie. Jornal Amhesp: Voces foram também para o interior da França, não é? Maria Mercedes: Sim, fomos para o interior da França, onde participamos da missa de um ano do falecimento de Denis Demarque e onde o Museu de Homeopatia, representado pelo seu diretor, Dr. Izao, recebeu o gorro de Hahnemann doado pela família de Demarque. Jornal Amhesp: Então, coletado o material, qual foi o passo seguinte para a produção do documentário? Maria Mercedes: Como já tinhamos um bom material e bem atualizado, resolvemos contratar um grupo de profissionais de teatro amador com a finalidade de encenar a vida de Hahnemann. Estudamos bastante sobre ele, a família, os filhos, enfim, todos os atores tiveram um conhecimento profundo da vida e obra de Hahnemann, principalmente o roterista e o ator que o interpretou. Assim, procuramos encenar toda história de sua vida enfocando os aspectos históricos e culturais no contexto da época e concomitantemente cenas atuais sobre Hahnemann e a Homeopatia na Alemanha e França. Jornal da Amhesp: Como então você chegou à produção de um DVD, tendo antes produzido uma fita de vídeo em VHS? Maria Mercedes:
É que, empolgados com a história, procuramos retratar no filme
as dificuldades com que Hahnemann se deparou, bem próximo da realidade
da época como, por exemplo, a falta de luz. Daí as imagens saíram
escuras, o som também podia ser melhorado, então, resolvemos
corrigir todos os defeitos de som, aperfeiçoar a qualidade das imagens,
lançando este documentário em DVD, com imagens e sonoridade
bem melhoradas, mostrando o filme em português e esperanto, gravado
em estúdio com ícones que mostram o Museu de Homeopatia, o Instituto
Lamasson e parte da filmagem na Europa atual.
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